Ilíria François - Saúde Física e Mental
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   Um fato observado em festas de casamento tem chamado nossa atenção pela normalidade com que tem sido visto e pelo perigo que representa. Consideramos pertinente a abordagem nesta coluna para trazer a tona o descaso para com os riscos da automedicação.
   Os leitores/as desta coluna por certo também já se depararam com a situação. Tem sido comum, em festas de aniversário, casamento, bodas ou outros eventos colocar-se no banheiro uma cesta com alguns produtos. No feminino pode-se encontrar absorventes, curativos, fio dental, gloss e medicamentos como dorflex, tylenol, engov e sal de fruta. Nos masculinos, os mesmos produtos, com exceção do absorvente.
   A primeira vez que nos deparamos com a situação pensamos tratar-se de um fato isolado, mas já na festa manifestamos nossa preocupação para com os anfitriões. Quem assume a responsabilidade pela automedicação numa festa onde pessoas ingerem bebidas alcoólicas e podem fazer uso de tais medicamentos, pois estão ao alcance da mão? A mistura entre álcool e medicação, todos sabemos, pode ser desastrosa. E quanto às crianças ali presentes? As cestas estão colocadas em locais que lhe são facilmente acessíveis e todos sabemos que em festas elas se movem de forma espontânea e inconseqüente. Nem sempre vão ao banheiro acompanhadas pelos pais e os produtos estão ali, também ao seu alcance.
   Repetindo-se o observado em outros eventos e tendo novamente conversado com os anfitriões percebemos que estes nem sempre eram sabedores de tudo o que a dita cesta de toilette continha. Quem, então, assume a responsabilidade? A cerimonialista? A decoradora? O responsável legal pelo local locado? Os anfitriões da festa?
   Quando a desgraça acontece chora-se pelo acontecido. Nesse caso em particular, nada objetamos a que se disponha de produtos como curativos e absorventes. Mas disponibilizar medicamentos sem que haja uma prescrição é um risco. Será mesmo necessário disponibilizar medicamentos em nome de um novo modismo? Bem nos lembra o dito popular de que “prevenir é melhor do que remediar”. Não podemos, pois, manter-nos indiferentes ao que temos observado e ousamos nos manifestar nesta coluna num apelo a que tal atitude seja revista. Saúde se faz com educação. Educação para o Cuidado.
Colunistas --- 14/06/2013 - ( 10:21:36 )




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