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Simers denuncia retaliação do Divina Providência a conselheiro e delegado sindical

  • Foto do escritor: Jornal Frederiquense
    Jornal Frederiquense
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A instituição notificou o médico da rescisão de contrato.


O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) está denunciando retaliação da direção do Divina Providência, de Frederico Westphalen, ao médico Milton Rocha, que teve o contrato rescindido unilateralmente. Além de prestar serviços no hospital, ele é conselheiro e delegado sindical. A dispensa ocorreu nesta quinta-feira, 9, após ele e o vice-presidente do Simers, Felipe Vasconcelos, irem ao Ministério Público alertar sobre a falta de insumos e os atrasos nos pagamentos. Nesta semana também, uma Assembleia Geral Extraordinária havia aprovado a paralisação, caso não houvesse a quitação dos honorários em 60 dias.

O Simers está encaminhando ofício ao prefeito Orlando Girardi, à interventora  do Divina Providência,Lisete Cristina Bison, e ao diretor técnico, Cristiano Giovenardi, advertindo da ilegalidade do ato, que possui caráter retaliatório e constitui prática antissindical. Diante disso, o Sindicato solicita que a notificação da rescisão seja tornada sem efeito e que o hospital se abstenha de qualquer represália contra o profissional. Caso não haja uma manifestação formal sobre o cumprimento dessas medidas, o Simers irá adotar as providências administrativas e judiciais cabíveis. “Não podemos admitir que a atuação sindical, que busca o direito do médico de receber pelo trabalho e luta para manter a assistência à população, sofra esse tipo de retaliação”, afirmou Vasconcelos.

Falta de mantimentos

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) entrou com notificação no Ministério Público de Frederico Westphalen nesta quinta-feira, dia 9, informando uma possível falta de materiais essenciais para atendimento na urgência e emergência na traumatologia do Hospital Divina Providência. A razão seria a falta de pagamentos à empresa fornecedora.

A informação foi confirmada pela empresa e por profissionais que atuam no setor. O caso gera grande preocupação, pois coloca em risco a assistência à população, principalmente casos que não tenham a possibilidade de transferência para outros hospitais da região.

A promotoria manifestou-se afirmando que haverá questionamentos endereçados à interventora da instituição acerca da veracidade das informações.

O Simers irá acompanhar a apuração e cobrará celeridade nas medidas a serem adotadas para que o abastecimento seja normalizado e o atendimento, realizado dentro das condições necessárias para o funcionamento pleno de setor de urgência e emergência traumatológica.

HDP se manifesta através de nota

Nota à comunidade O Hospital Divina Providência esclarece que informações divulgadas pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) sobre suposto desabastecimento não refletem a realidade da instituição. O hospital mantém pleno controle de seus processos de abastecimento e garante que os atendimentos seguem sendo realizados normalmente. A população pode ter tranquilidade quanto à continuidade e à qualidade dos serviços. As medidas necessárias estão sendo tomadas.



 
 
 

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